O câncer de mama é cercado de mitos que geram pânico ou falso alívio. Entender fatores como assimetria de risco entre as mamas, faixa etária de maior incidência e nuances étnico-raciais é fundamental para desmistificar a doença, focar na prevenção primária e garantir o diagnóstico precoce.
Mitos e verdades sobre o câncer de mama
Com a proximidade do Outubro Rosa, as discussões sobre o câncer de mama ganham espaço na mídia e nas redes sociais. Contudo, junto com a conscientização, circulam informações desencontradas que podem confundir a população. A melhor arma contra o medo e a desinformação é o conhecimento fundamentado na oncologia e na epidemiologia.
Analisamos o que é fato e o que é mito sobre a doença mais incidente entre as mulheres no Brasil e no mundo.
1. O câncer de mama acontece mais em uma mama do que na outra?
VERDADE. Estatisticamente, a mama esquerda apresenta uma incidência ligeiramente maior de tumores malignos do que a mama direita (uma diferença estimada em cerca de 5% a 10% nos estudos epidemiológicos).
Embora a ciência ainda investigue a causa exata dessa assimetria, as hipóteses mais aceitas envolvem o fato de a mama esquerda ser frequentemente um pouco maior em volume em muitas mulheres (oferecendo mais tecido glandular) e sutilmente mais exposta ao tecido mamário denso. No entanto, o autoexame e os exames de imagem devem ser rigorosamente iguais para ambos os lados.
2. Existe uma idade em que o câncer de mama é mais frequente?
VERDADE. A idade é o principal fator de risco não modificável para o desenvolvimento da doença. Cerca de 4 a cada 5 casos ocorrem após os 50 anos.
Com o envelhecimento, as células do tecido mamário acumulam mais mutações genéticas e o sistema imunológico perde eficiência na reparação celular. Isso não significa que mulheres jovens estejam imunes: embora mais raros, os tumores em mulheres abaixo dos 40 anos tendem a ser biologicamente mais agressivos, o que reforça a importância de investigar qualquer nódulo palpável em qualquer idade.
3. Mulheres brancas ou pretas têm mais chance de ter câncer de mama?
DEPENDE (É MITO DIZER QUE UMA É TOTALMENTE ISENTA). As disparidades étnicas e raciais no câncer de mama são complexas e envolvem genética, biologia tumoral e fatores socioeconômicos:
- Incidência Geral: Globalmente, mulheres brancas apresentam taxas de incidência ligeiramente mais altas de câncer de mama em geral.
- Agressividade e Subtipos: Mulheres pretas apresentam maior prevalência do subtipo Triplo-Negativo, uma forma mais agressiva de tumor que responde a menos opções de hormonoterapia. Além disso, enfrentam taxas de mortalidade proporcionalmente mais elevadas, frequentemente associadas ao diagnóstico tardio e barreiras no acesso ao tratamento adequado.
4. Sutiã com aro de metal ou desodorante antitranspirante causam câncer?
MITO. Não existe qualquer evidência científica que comprove a ligação entre o uso de sutiãs (com ou sem aro) ou desodorantes/antitranspirantes e o desenvolvimento de tumores mamários.
O alumínio dos antitranspirantes não bloqueia os gânglios linfáticos a ponto de gerar mutações cancerígenas, e o sutiã não impede a circulação de toxinas na mama.
Na Drogaria São Carlos, acreditamos que a prevenção se faz com informação clara e hábitos saudáveis. O acompanhamento médico regular e a realização da mamografia conforme as diretrizes do Ministério da Saúde são os pilares mais seguros para a sua saúde. Em nossas lojas, você encontra acolhimento e uma equipe pronta para orientar você. Cuidar de você é o nosso maior compromisso.
Fontes:
- INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (INCA). Estimativa 2023: Incidência de Câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2022.
- AMERICAN CANCER SOCIETY (ACS). Breast Cancer Facts & Figures 2022-2024. Atlanta: American Cancer Society, Inc., 2022.
- SOCIEDADE BRASILEIRA DE MASTOLOGIA (SBM). Diretrizes para o Rastreamento do Câncer de Mama no Brasil. Revista Brasileira de Mastologia, 2021.


