O glaucoma é uma doença ocular crônica, silenciosa e progressiva, considerada uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo. O diagnóstico precoce é fundamental, pois a maioria das pessoas não apresenta sintomas nas fases iniciais. Informação e prevenção fazem toda a diferença.
O que é glaucoma?
O glaucoma é uma doença que afeta o nervo óptico, responsável por levar as informações visuais dos olhos ao cérebro. Na maioria dos casos, ele está associado ao aumento da pressão intraocular, que danifica esse nervo de forma lenta e irreversível.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o glaucoma é a segunda maior causa de cegueira no mundo, perdendo apenas para a catarata com a diferença crucial de que a perda visual causada pelo glaucoma não pode ser revertida.
Por que o glaucoma é tão perigoso?
O maior risco do glaucoma está no fato de ele ser conhecido como a “doença silenciosa da visão”. Isso porque, na maioria das pessoas, não há dor, desconforto ou sintomas perceptíveis no início.
Estudos publicados na revista The Lancet Global Health indicam que até 50% das pessoas com glaucoma não sabem que têm a doença, justamente por essa ausência de sinais iniciais.
Quando os sintomas aparecem, o dano visual já costuma ser significativo.
Principais tipos de glaucoma
Os tipos mais comuns incluem:
- Glaucoma de ângulo aberto
É o mais frequente. Evolui lentamente e sem sintomas aparentes, com perda gradual do campo visual. - Glaucoma de ângulo fechado
Menos comum, porém mais grave. Pode causar dor intensa, vermelhidão ocular, náuseas e visão embaçada, sendo uma urgência médica. - Glaucoma congênito
Presente desde o nascimento, afeta bebês e crianças pequenas, exigindo diagnóstico e tratamento precoces.
Segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), o tipo de ângulo aberto responde por cerca de 90% dos casos no Brasil.
Quem tem mais risco de desenvolver glaucoma?
Alguns fatores aumentam significativamente o risco:
- Histórico familiar de glaucoma;
- Idade acima de 40 anos;
- Diabetes e hipertensão;
- Uso prolongado de corticoides;
- Miopia ou hipermetropia elevada.
De acordo com o Ministério da Saúde, pessoas com histórico familiar devem iniciar o acompanhamento oftalmológico ainda mais cedo, mesmo sem sintomas.
Glaucoma tem cura?
O glaucoma não tem cura, mas tem tratamento e controle. O objetivo é reduzir a pressão intraocular e impedir a progressão da perda visual.
O tratamento pode incluir:
- Colírios de uso contínuo;
- Procedimentos a laser;
- Cirurgias, em casos específicos.
Segundo estudos da American Academy of Ophthalmology, o tratamento adequado pode evitar a progressão da doença em até 90% dos casos, quando iniciado precocemente.
Prevenção começa com exames regulares
A principal forma de prevenção do glaucoma é simples e eficaz: consultas oftalmológicas regulares.
A recomendação geral é:
- A partir dos 40 anos, exame anual;
- Antes disso, se houver fatores de risco.
Medir a pressão ocular e avaliar o nervo óptico são atitudes que podem preservar a visão para o resto da vida.
Ver bem é viver melhor
Cuidar da visão é cuidar da autonomia, da segurança e da qualidade de vida. Muitas vezes, um exame de rotina é o que separa a prevenção de um diagnóstico tardio.
Na Drogaria São Carlos, acreditamos que saúde é informação, prevenção e cuidado contínuo. Estamos ao seu lado para orientar, conscientizar e ajudar você e sua família a enxergarem o futuro com mais saúde.
Fontes científicas e institucionais
- Organização Mundial da Saúde (OMS) – Blindness and vision impairment
- Ministério da Saúde – Saúde ocular
- The Lancet Global Health – Global prevalence of glaucoma
- American Academy of Ophthalmology – Glaucoma overview
- Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO)


