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Você conhece alguém com uma doença rara?

O Dia Mundial e Nacional das Doenças Raras chama atenção para milhões de pessoas que convivem com diagnósticos difíceis, sintomas invisíveis e pouco acesso à informação. Falar sobre doenças raras antes da data oficial é um passo essencial para conscientizar, reduzir atrasos no diagnóstico e promover cuidado.

O que são doenças raras?

Doenças raras são aquelas que afetam até 65 pessoas a cada 100 mil habitantes, segundo o Ministério da Saúde. Apesar do nome, elas não são tão raras assim: existem mais de 7 mil doenças raras catalogadas, impactando cerca de 13 milhões de brasileiros e aproximadamente 300 milhões de pessoas no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A maioria dessas doenças tem origem genética, manifesta-se ainda na infância e pode ser progressiva, crônica e incapacitante.

O maior desafio não é a doença — é o diagnóstico

Estudos publicados no European Journal of Human Genetics mostram que pacientes com doenças raras podem levar entre 5 e 7 anos para receber um diagnóstico correto. Nesse período, muitas pessoas passam por consultas, exames e tratamentos que não resolvem o problema.

Esse atraso impacta diretamente:

  • A qualidade de vida do paciente
  • O avanço da doença
  • A saúde emocional da família

Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de controle, tratamento adequado e prevenção de complicações.

Dia Mundial e Nacional das Doenças Raras

O Dia Mundial das Doenças Raras é celebrado em 28 de fevereiro (ou 29, em anos bissextos), justamente para simbolizar a raridade dessas condições. No Brasil, a data também é reconhecida oficialmente como o Dia Nacional das Doenças Raras, reforçando a importância da conscientização e do acesso à informação.

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), campanhas educativas ajudam a reduzir o preconceito, estimulam a busca por diagnóstico precoce e fortalecem políticas públicas de saúde.

Informação gera acolhimento, não medo

Muitas doenças raras não têm cura, mas têm tratamento, acompanhamento e, principalmente, possibilidade de melhorar a qualidade de vida quando identificadas precocemente.

Exemplos de doenças raras e o que elas causam

Existem milhares de doenças raras, cada uma com impactos diferentes na vida do paciente e da família. Conhecer algumas delas ajuda a entender por que informação e diagnóstico precoce são tão importantes.

  • Fibrose Cística
    Doença genética que afeta principalmente os pulmões e o sistema digestivo, causando infecções respiratórias frequentes e dificuldade na absorção de nutrientes.
  • Atrofia Muscular Espinhal (AME)
    Doença genética rara que provoca fraqueza muscular progressiva, podendo comprometer movimentos básicos e, em casos mais graves, a respiração.
  • Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)
    Doença neurodegenerativa progressiva que afeta os neurônios motores, levando à perda gradual da força muscular, da fala e da capacidade de locomoção.
  • Doença de Pompe
    Distúrbio metabólico hereditário que causa acúmulo de glicogênio nos músculos, resultando em fraqueza muscular e comprometimento cardíaco e respiratório.
  • Fenilcetonúria (PKU)
    Doença metabólica detectável pelo teste do pezinho. Sem tratamento adequado, pode causar atraso no desenvolvimento neurológico e intelectual.
  • Doença de Huntington
    Doença genética hereditária que provoca alterações motoras, cognitivas e comportamentais progressivas, geralmente iniciando na vida adulta.
  • Síndrome de Rett
    Afeta principalmente meninas e compromete o desenvolvimento neurológico, causando perda de habilidades motoras e da comunicação após os primeiros anos de vida.
  • Síndrome de Marfan
    Doença genética do tecido conjuntivo que pode afetar coração, vasos sanguíneos, olhos e esqueleto, exigindo acompanhamento contínuo.
  • Esclerose Sistêmica (Esclerodermia)
    Doença autoimune rara caracterizada pelo endurecimento da pele e possível comprometimento de órgãos internos, como pulmões e rins.
  • Hemofilia
    Distúrbio genético da coagulação do sangue, que causa sangramentos prolongados e risco aumentado de hemorragias internas.

Segundo o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS), embora muitas dessas doenças não tenham cura, o tratamento precoce e o acompanhamento adequado podem reduzir complicações e melhorar significativamente a qualidade de vida.

Cuidar também é informar

Na Drogaria São Carlos, acreditamos que saúde vai além do balcão. É acolher, orientar e respeitar cada história. Nos colocamos ao lado de pacientes e famílias que convivem com doenças raras, reforçando nosso compromisso com a informação, o cuidado e a saúde de quem você ama.

Fontes:

  • Ministério da Saúde – Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras;
  • Organização Mundial da Saúde (OMS) – Rare Diseases;
  • Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) – Doenças Raras;
  • European Journal of Human Genetics – Diagnostic delay in rare diseases;
  • Instituto Nacional de Câncer (INCA).

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